Tumores Cerebrais
Tratamento
Cirurgia
O tratamento de um tumor cerebral depende essencialmente de sua localização e tipo. Sempre que possível, o câncer deve ser removido cirurgicamente. Muitos tumores cerebrais podem ser removidos sem causar lesão no cérebro. Contudo, alguns tumores se desenvolvem em uma área que torna a remoção difícil, porque estruturas essenciais podem ser comprometidas.
Algumas vezes a cirurgia causa uma lesão cerebral que pode acarretar paralisia parcial, alterações da sensibilidade, fraqueza e outros. Mesmo assim, a remoção de um tumor no cérebro é importante quando ele ameaça estruturas cerebrais essenciais.
Mesmo quando a cirurgia não consegue remover totalmente o tumor, pode reduzir o seu volume, aliviar os sintomas e ajudar na determinação do tipo específico do tumor para que se saiba se tratamentos complementares, como a radioterapia e a quimioterapia, serão adequados.
Veja abaixo um pequeno descritivo relacionado ao tratamento de um tumor cerebral.
Cirurgia (craniotomia)
Uma maneira de se obter uma amostra do tumor por biópsia é por meio de um procedimento cirúrgico chamado craniotomia. A cirurgia também deve remover a maior parte possivel do tumor.
Durante a cirurgia
Depois da anestesia geral, o cirurgião faz uma incisão no couro cabeludo e remove uma pequena parte do osso do crânio. A maior parte possível do tumor é removida. O osso então é recolocado (em alguns casos, o osso é substituído por um osso artificial ou é omitido). A incisão é fechada com grampos ou pontos (geralmente removidos em 7 a 10 dias).
Riscos e complicações
Sangramento, infecção, inchaço do cérebro, convulsões ou ataques epiléticos e perda de funções cerebrais.
Após a cirurgia
Depois de acordar na área de recuperação, os pacientes são removidos para uma unidade de tratamento intensiva (UTI) onde serão rigorosamente monitorados, especialmente no que se refere à pressão intracraniana e do coração. Pacientes podem usar meias especiais que ajudam a prevenir a formação de coágulos sanguíneos nos membros inferiores. Às vezes, os pacientes são colocados temporariamente em máquinas que auxiliam a respiração.
Após a alta da UTI, o paciente é removido para o quarto. Exercícios de respiração são estimulantes para ajudar a manter os pulmões limpos. A equipe de profissionais da saúde irá acompanhar o paciente de perto, para que ele se sinta melhor o mais rápido possível e para que o seu organismo volte a funcionar normalmente.
Reabilitação
Em alguns casos pode ser necessário que os pacientes sejam submetidos a um programa de reabilitação. O terapeuta pode ajudar o paciente a restabelecer o equilíbrio e a força, andar, falar, e ainda, ajudar o paciente a desenvolver as atividades diárias. Os médicos podem recomendar que a reabilitação seja feita em casa. O médico responsável pelo paciente, os assistentes sociais ou os médicos que trabalhem no caso ajudam coordenar o tratamento continuado, se necessário, após o paciente ir para casa.
Se o tumor for maligno?
Se o tumor for maligno, o médico pode determinar que tratamentos adicionais à cirurgia são necessários, que podem incluir quimioterapia, radioterapia ou ambos. Existem vários tipos de radioterapia utilizados no tratamento de tumores cerebrais.
Radioterapia tradicional
A radioterapia focalizada aponta o raio no tumor e no tecido subjacente. A radioterapia de crânio total aponta a radiação no cérebro inteiro e é utilizada para tratar tumores múltiplos. Pequenas marcas podem ser feitas na cabeça imóvel. A máquina emite os raios em várias direções. Geralmente o tratamento é feito em séries, por exemplo: 5 dias na semana por 4 a 7 semanas.
Radiocirurgia esterostática
A radiocirurgia é uma dose simples da radiação muito bem focalizada. O tecido normal, que fica em volta do tumor, recebe pouca ou nenhuma radiação. É utilizada uma estrutura para manter a cabeça na posição correta. Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética são exames utilizados para localizar o tumor. A radiação incide diretamente no tumor por meio de uma máquina (gamma Knife ou acelerador linear). O paciente deve permanecer deitado durante o tratamento e podem-se utilizar medicações para o auxílio do relaxamento.
Implante radioativo (braquiterapia)
Implantes radioativos são pequenas "sementes" ou "bolinhas" radioativas utilizadas para pequenos tumores. Depois de aplicada a anestesia, um pequeno tubo fino e oco (conhecido como cateter) é colocado dentro de um pequeno "buraco" no crânio, e as bolinhas são inseridas dentro do tumor através do cateter. Pelo fato de as bolinhas emitirem baixa radiação, pode ser necessário que os visitantes coloquem aventais apropriados.
Quimioterapia
Trata do tumor maligno com medicamentos. Pode ser utilizado apenas um medicamento ou uma combinação deles. O tratamento pode ser feito apenas com o medicamentos ou em combinação com a cirurgia ou radioterapia. A quimioterapia ataca as células cancerígenas e também as células normais, por isso é comum aparecerem efeitos colaterais. A quimioterapia por ser administrada por via IV (injeção na veia), por via oral por meio de comprimidos ou cápsulas, ou ainda por um implante no cérebro. É realizada em ciclos, uma vez por dia por um determinado período (normalmente cerca de quatro semanas) seguido de um período de repouso (normalmente uma semana), então o tratamento recomeça. O período de descanso permite que o organismo recupere as suas células de defesa entre os tratamentos.
Antes de iniciar o tratamento, quimioterápico ou radioterápico, o paciente e seus familiares deverão discutir com seu médico todos os sintomas esperados e inesperados que poderão estar relacionados com o tratamento. Lembre-se: a qualquer sinal ou sintoma, consulte o seu médico!
Sintomas relacionados à radioterapia
• Fadiga
• Convulsão, ataque epilético
• Náusea
• Queda de cabelo
• Dor de cabeça
• Irritações cultâneas
• Desequilíbrio, vertigem
• Febre e infecção
Sintomas relacionados à quimioterapia
• Fadiga causada pela anemia
• Febre e infecção
• Náusea e vômito
• Diarréia
• Queda de cabelo