Câncer colo-retal

Tratamentos


Tratamentos

A escolha do tratamento depende principalmente da localização da lesão tumoral no cólon ou reto e do estadiamento da doença. O tratamento da doença pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica.

Cirurgia

A cirurgia é o tratamento mais freqüente para o câncer colo-retal, podendo ser realizada utilizando diferentes técnicas:


  • Colonoscopia: com esse procedimento, é possível observar dentro do intestino e retirar um pólipo do cólon ou reto.
  • Laparoscopia: nessa técnica, alguns instrumentos são introduzidos através do abdômen, possibilitando ver as estruturas dentro do corpo e extrair a região onde está localizada a lesão suspeita.
  • Cirurgia aberta: quando é necessária uma abordagem mais ampla, o cirurgião realiza uma operação que proporciona uma melhor visualização das estruturas abdominais. Essa cirurgia é utilizada em casos nos quais a lesão não pode ser extirpada por outros métodos.

Quando se realiza a cirurgia de retirada da lesão cancerígena, também se retira parte do cólon ou reto e, por isso, deve-se conectar as partes sadias que ficaram soltas. Algumas vezes, entretanto, não é possível fazer isso. Nesses casos, durante a própria cirurgia é criado um caminho novo para a passagem das fezes, que é denominado estoma. O estoma é uma abertura feita na parede do abdômen que se conecta ao extremo do intestino (colostomia). A partir desse procedimento, as fezes passam a ser armazenadas em uma bolsa coletora que fica sobre o estoma, aderida à pele do abdômen.(7)(9)


Para a maioria dos pacientes, o estoma é temporário. Uma vez cicatrizadas as partes do cólon ou reto, um novo procedimento cirúrgico é realizado para conectá-las e para fechar o estoma. Alguns pacientes, sobretudo os que têm tumor na parte inferior do reto, precisam de um estoma permanente.


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Quimioterapia

A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas como também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.


Por se tratar de uma terapia sistêmica, a quimioterapia pode provocar alguns efeitos colaterais, como anemia, baixa na imunidade, alteração na coagulação do sangue, queda de pêlos e cabelos, dor e vermelhidão nas palmas das mãos e plantas dos pés e náuseas, vômitos e diarréia.(9)


É muito importante que o paciente comunique sempre qualquer sintoma que apresente e considere fora do normal ao seu médico. Assim, ele poderá definir a necessidade de utilizar ou não medicamentos adicionais para controlar os sintomas.


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Radioterapia

É um tratamento que utiliza raios de alta energia para destruir as células cancerígenas. A radioterapia pode ser feita por radiação externa ou interna. Na externa, a fonte de radiação está fora do corpo e o tratamento pode durar várias semanas; o número de sessões é determinado pelo seu médico. Na radiação interna, instrumentos específicos são utilizados para colocar material radioativo próximo à lesão tumoral, dentro do corpo. Uma vez terminado o tratamento, o material é extraído do corpo. Esse procedimento é denominado braquiterapia.


Os efeitos colaterais da radioterapia dependem principalmente da quantidade de radiação que é administrada e da região do corpo que está sendo tratada. No caso do cólon e do reto, esse tratamento pode causar náuseas, vômitos, diarréia, deposições com sangue, moléstias urinárias e alterações na pele da região irradiada.


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Terapia biológica

É um tratamento no qual o paciente recebe um anticorpo monoclonal. Ao chegar nas células cancerígenas, os anticorpos monoclonais interferem no seu crescimento e na disseminação da doença. Esse procedimento é utilizado em casos avançados de câncer.


A terapia biológica pode ser administrada junto com a quimioterapia e, por ser também um tratamento sistêmico, a terapia biológica pode ocasionar alguns efeitos colaterais, como alergia, erupções cutâneas, febre, dor abdominal, vômitos, diarréia, sangramento, problemas respiratórios e alterações na pressão arterial. Qualquer efeito colateral deve ser comunicado imediatamente ao seu médico para que seja iniciado um tratamento medicamentoso com o objetivo de minimizar ou evitar o aparecimento de efeitos secundários.(10)


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Tratamento do câncer de cólon

A maioria dos pacientes com câncer de cólon é tratada cirurgicamente. Alguns pacientes são submetidos tanto à cirurgia como à quimioterapia. Em casos de doença em estadiamento avançado, utiliza-se a terapia biológica.(11)


A radioterapia não é habitualmente usada como tratamento para o câncer de cólon, entretanto, pode ser utilizada para aliviar a dor e outros sintomas.


A colostomia é necessária em algumas circunstâncias para pacientes portadores de câncer de cólon, mas na maioria das vezes, é temporária.


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Tratamento do câncer de reto

O tratamento mais freqüente para câncer de reto é a cirurgia. Em alguns casos pode-se utilizar a quimioterapia e a radioterapia. A terapia biológica é geralmente usada em casos de doença avançada.(11)


A radioterapia pode ser prescrita tanto antes como após a cirurgia: antes para reduzir o tamanho do tumor e após para destruir as eventuais células remanescentes no local.(12)


A colostomia pode ser necessária em alguns casos. Estima-se que 1 em cada 8 pacientes portadores de câncer de reto precise de colostomia permanente.


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Nutrição

Uma das condições mais importantes durante o tratamento do câncer é ter uma nutrição adequada. Uma boa nutrição faz com que o paciente sinta-se melhor e com mais energia para enfrentar o tratamento. Em algumas circunstâncias, porém, comer pode ser uma tarefa muito difícil. É possível que, durante o tratamento, você não sinta vontade de comer ou perca a fome devido aos efeitos colaterais do tratamento ou ainda apresente náuseas, vômitos ou diarréia. Procure seu médico e/ou o nutricionista para receber orientações específicas para seu caso.


LEMBRE-SE:uma alimentação saudável é sempre vital para que o organismo funcione bem. A boa nutrição é fundamental para os pacientes em tratamento de câncer


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Publicado em 15/12/2009

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