Câncer colo-retal

Exames, diagnóstico e estadiamento

Exames


Para realizar o diagnóstico de câncer colo-retal, é importante que o paciente procure um médico de sua confiança. O médico inicia a investigação baseado nos sinais e sintomas que o paciente apresenta. Uma vez avaliados os sinais e sintomas, o paciente é submetido a alguns exames de detecção fundamentais para o diagnóstico da doença.(2)(7)


Pessoas a partir dos 50 anos devem realizar os seguintes exames de detecção precoce:


  • Exame de sangue oculto nas fezes: algumas vezes os pólipos ou as lesões cancerígenas podem sangrar. Esse exame tem como objetivo detectar pequenas quantidades de sangue nas fezes. Em caso de um resultado positivo para presença de sangue, é necessária a realização de outros exames para determinar a origem do sangue. Doenças não malignas – hemorróidas, por exemplo – também podem provocar sangramento, mas apenas o médico pode fazer essa avaliação.
  • Sigmoidoscopia: esse exame é realizado com um sigmoidoscópio, aparelho que possui uma minicâmera em uma das pontas e permite observar o intestino por dentro. Na presença de pólipos, o médico poderá retirá-los para estudo anatomopatológico.
  • Colonoscopia: é um exame que utiliza um colonoscópio para observar o cólon. Em caso de presença de pólipos, o médico também poderá extirpar-los para análise anatomopatológica e definição do diagnóstico.(3)
  • Enema com bário: esse exame é feito por meio da ingestão de uma solução de bário e da introdução de ar dentro do reto para que seja efetuada a radiografia da região. Tanto o bário como o ar ajudam a ressaltar as imagens do cólon e do reto, possibilitando verificar se existem pólipos ou não.
  • Toque retal: o toque retal faz parte do exame físico do paciente. Esse exame é realizado pelo médico quando há algum sinal ou sintoma suspeito que deve ser investigado.

Para aqueles que possuem maior probabilidade de desenvolver o câncer colo-retal, recomenda-se que conversem com seus médicos para saber quais os exames que devem ser realizados considerando a detecção precoce.

Diagnóstico


Uma vez detectada a lesão, o próximo passo é determinar se ela é neoplásica (câncer) ou não. A presença ou ausência de células malignas é apontada por um patologista, que analisa as amostras de biópsia em caso de terem sido retirados pólipos ou tecidos de lesões suspeitas. O patologista envia então um relatório com sua conclusão diagnóstica ao médico responsável pelo paciente O diagnóstico precoce do câncer oferece ao paciente um excelente prognóstico da doença.

Estadiamento


Se a amostra de tecido da biópsia apontar presença de células malignas, é necessário conhecer a extensão da doença (estadiamento). O estágio da doença é determinado ao examinar se o tumor invadiu tecidos próximos (metástases) e se o câncer se espalhou pelo corpo. Nessa fase, podem ser solicitados exames adicionais aos que já foram realizados, como estes:


  • Exame de sangue para determinar a presença do antígeno carcinoembrionário (CEA). Algumas pessoas portadoras de câncer colo-retal têm uma alta concentração desse antígeno.
  • Colonoscopia: se for necessário um exame mais minucioso, pode ser solicitada uma nova colonoscopia.
  • Radiografia de tórax: para determinar se a doença se disseminou para outros órgãos – para os pulmões, por exemplo.
  • Tomografia computadorizada: é um exame que ajuda a observar todos os órgãos do corpo, podendo assim diagnosticar se a doença se espalhou para outros órgãos, como fígado, pulmões etc.
  • Ressonância magnética: é um exame mais sofisticado que ajuda a determinar a presença de lesões cancerígenas em outras regiões do corpo. É utilizado para observar sistema nervoso e vasos sanguíneos.

Estágios do câncer colo-retal

  • Estágio 0: a doença está localizada somente na parte interna do cólon ou do reto. É denominado carcinoma in situ.
  • Estágio I: o tumor cresceu dentro da parte interna do cólon ou reto e já afeta a parede do intestino, mas sem atravessá-la.
  • Estágio II: o tumor estende-se mais profundamente dentro e através da parede do cólon ou reto. A invasão de tecido próximo é possível, mas as células cancerígenas não chegaram aos gânglios linfáticos.
  • Estágio III: o câncer atinge os gânglios linfáticos próximos, mas não outras partes do corpo.
  • Estágio IV: o câncer encontra-se também em outras partes do corpo, como fígado e/ou pulmões. (8)


Publicado em 15/12/2009

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