Câncer
Oncologia e Câncer
A importância da informação
Hoje em dia, a informação é considerada por muitos pacientes uma aliada fundamental e imprescindível em todos os momentos após o diagnóstico de um câncer.
As fontes de informação são variadas e podem ser utilizadas em diferentes situações: seu médico, a equipe de suporte multidisciplinar, outros pacientes, seus
familiares, sites na internet e livros.
Manter-se informado é fundamental para que você possa tomar todas suas decisões, conversar sobre seu tratamento e sobre os efeitos colaterais e até mesmo
questionar quando não conseguir entender. É importante destacar, porém, que existem pacientes que preferem não se aprofundar nas informações sobre o câncer e os
tratamentos. Nessa situação, não há certo ou errado, o importante é cada um respeitar seus próprios limites.
Seu médico é uma importante fonte de informação. Pergunte a ele tudo que achar necessário e questione sempre que não compreender.
O que eu posso fazer para me manter informado?
- Ler.
- Pesquisar.
- Navegar na internet (peça para seu médico lhe indicar sites confiáveis).
- Conversar com outros pacientes.
- Conversar com o seu médico.
A informação fará com que você se sinta mais seguro e mais preparado para enfrentar essa nova fase da sua vida
Para entender o câncer...
O corpo humano é formado por milhões de células que se reproduzem através de um processo chamado divisão celular. Em condições normais,
esse processo é ordenado e controlado e é responsável pela formação, crescimento e regeneração dos tecidos saudáveis do corpo.
Diversas situações podem perturbar este comportamento das células, tais como: agentes ambientais ( como o alcatrão e outros poluentes inalados na fumaça do cigarro,
por exemplo, ou os raios ultra-violeta presentes nos raios solares em maior quantidade em certas horas do dia); agentes biológicos (sabe-se que a infecção pelo vírus que
causa verrugas genitais é um fator que predispõe para o câncer de colo do útero); ou mesmo predisposições genéticas ligadas a desordens hormonais (há certos tipos de
câncer de mama que dependem de alterações na resposta do organismo aos hormônios femininos, e estas alterações podem ocorrer mais freqüentemente na mesma família).Estes e
outros fatores causam uma “metamorfose”, isto é, uma mudança no padrão de comportamento de certas células que tecnicamente é chamada de carcinogênese. Essas células perdem
a capacidade de limitar e controlar o seu próprio crescimento e passam a se multiplicarem muito rapidamente e sem nenhum controle.
O resultado desse processo desordenado de crescimento celular é a produção do que se conhece como tumor. Podemos dividir os tumores em:
Tumor Benigno - as células deste tumor crescem lentamente e são diferenciadas (semelhantes às do tecido normal). Geralmente podem ser removidos totalmente
através de cirurgia e na maioria dos casos não tornam a crescer.
Tumor Maligno - as células deste tumor crescem rapidamente, têm um aspecto indiferenciado, isto é, não são semelhantes às céluas que lhes deram origem e
por isto não respeitam a estrutura e funções do órgão onde estão crescendo. Além disso, são capazes de invadir estruturas próximas e espalhar-se para diversas regiões do
organismo. Este é o padrão de comportamento da maioria dos cânceres. Em outras palavras...
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O Câncer
O Câncer, também conhecido como tumor maligno, pode ser definido como um grupo de doenças que tem como característica central o crescimento desordenado das
células do nosso corpo e conseqüente perda parcial da função do órgão acometido.
Além disso, alguns tipos de células que sofreram a carcinogênese detém a propriedade de se espalhar através da corrente sanguínea e dos vasos linfáticos, produzindo as
chamadas metástases, que na verdade são uma espécie de “filial” do tumor primário, em outro órgão ou tecido.
A metástase também pode invadir órgãos e tecidos circunvizinhos por continuidade, impondo severos danos a estes órgãos e tecidos.
Alguns tumores, como de tireóide, por exemplo, poder ser o que se chama um turmor funcional. Isto é, é um crescimento anômalo de células da glândula que produz os hormônios tireoidianos.
Com o excesso do crescimento das células, há também um excesso de produção destes hormônios. A maioria dos cânceres invadem ou se tornam metastáticos, mas cada tipo específico tem características clínicas e biológicas, que devem ser estudadas para um adequado diagnóstico,
tratamento e seguimento. Resumindo, cada caso é um caso.
Ainda com relação ao câncer...
Devido as diferentes células existentes e componentes do corpo humano, o câncer pode se apresentar de diferentes tipos. Podemos então, dividi-los em tumores sólidos e neoplasias hematológicas.
Os Tumores sólidos:
- Carcinoma - o câncer se origina nos tecidos epiteliais de revestimento ou a formação das glândulas. (Exemplos de revestimento: pele, mucosa das vias aéreas, mucosa do tubo digestivo e exemplos de glândulas: tireóide, mama e próstata).
- Sarcoma - são tumores que tem origem nas células dos ossos, músculos, gorduras, tendões ou vasos sanguíneos.
- Melanoma - tumores formados por células pigmentadas da pele, as chamadas “pintas” na linguagem leiga.
- Tumores de células germinativas - tumores formados por células dos órgãos reprodutivos (testículos e ovários).
- Tumores de Sistema Nervoso - tumores formados a partir das células do sistema nervoso
As leucemias e linfomas:
São doenças malignas em que as células do sangue adotam o comportamento anormal de crescimento e indeferenciação que levam á perda de parte das funções desempenhadas pelo sangue. É comum estas doenças se apresentarem com aumento dos gânglios, baço ou fígado e por quadros de
infecções repetidas ou sangramentos. Pela própria natureza das células que estão presentes no sangue, já se menifestam em várias partes do corpo desde o seu início. Os órgãos mais freqüentemente envolvidos neste processo são: sangue, medula óssea, gânglios linfáticos, baço e fígado.
Câncer e trabalho: adaptações necessárias
Considerando que o câncer é uma doença que afeta todos os aspectos da vida, conversar e avaliar a importância do trabalho nesse momento é muito importante.
Existem pacientes que, por questões financeiras, preferem continuar trabalhando; outros, por sentirem-se bem e dispostos, também optam por continuar. Já outros, por indisponibilidade física, acabam decidindo pelo afastamento temporário do trabalho. Essas decisões e atitudes variam
muito de paciente para paciente e de caso a caso. Independentemente de sua decisão, o importante é que você tenha consciência de que algumas adaptações e mudanças na sua rotina serão necessárias.
Especificamente durante a quimioterapia, haverá dias em que você estará disposto e outros nem tanto. Os efeitos colaterais do tratamento existem e nem sempre são evitáveis e, por isso, você pode se sentir indisposto e precisar de um tempo para descansar. É aconselhável que você
converse com seu chefe e com seus companheiros de trabalho sobre o câncer. Assim, eles poderão lhe ajudar da melhor maneira possível nessa fase. Sabemos que falar sobre o câncer no ambiente de trabalho pode ser, na maioria das vezes, estranho e difícil. Você pode contar somente a
alguns amigos mais próximos ou mesmo não contar para ninguém. Não existe uma atitude ideal, e sim atitudes que fazem com que você se sinta à vontade e confortável.
Lembre-se que estamos falando de uma fase na qual é fundamental pedir e saber aceitar ajuda.
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A Oncologia
A oncologia tornou-se uma complexa disciplina que conta com o auxílio de outras especialidades, como cirurgia, pediatria, patologia, radiologia, psiquiatria entre outras. Ou seja, nesta área da Medicina, sempre falamos de uma ação multidisciplinar.
A finalidade primária da Oncologia trata de curar os pacientes, a fim de devolvê-los a um lugar na sociedade. Diante de uma cura não possível, o médico deve apontar a finalidade secundária da Oncologia. Neste caso, objetiva-se uma remissão prolongada da doença para que o paciente
possa exercer suas atividades plenamente, longe dos efeitos danosos da doença.
Quando a chance de remissão é remota, o objetivo (finalidade terciária) passa a ser controlar a doença e seus sintomas pelo uso correto de uma terapêutica paliativa, que apesar de algum preconceito embutido na palavra tem um enorme valor prático a quem dela precisa.
O profissional que trabalha na oncologia deve ajudar o paciente a manter a sua dignidade, entender suas fraquezas, e evitar sentimentos de frustração, animosidade e desenvolver o bom julgamento. O principal é ter sensibilidade e bom senso.
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Publicado em 15/12/2009
Este site é um seviço de MSD aos pacientes. Não tome nenhum medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para sua saúde