Câncer
Conversando com seus familiares
Como falar sobre o câncer com meu filho?
Diante do diagnóstico do câncer, inúmeras modificações e adaptações na rotina deverão ser feitas por toda a família. Conversar com uma criança e/ou um adolescente a respeito do câncer não é uma tarefa fácil. Alguns pais preferem contar; outros, não. É importante lembrar que crianças e/ou adolescentes têm todo direito de saber quando alguém da família está doente e precisando de ajuda. Eles têm as “antenas ligadas” e conseguem perceber quando algo não está bem.
Se a verdade é omitida, seu filho poderá se sentir isolado, preocupado, com medo... Excluído das questões familiares. A partir do momento em que seus filhos estão cientes da verdade, eles terão chance de lhe fazer perguntas sempre que surgirem dúvidas e poderão ser confortados quando sentirem medo. Abaixo selecionamos algumas dicas para você:
- Se possível, escolha um momento e um lugar tranqüilos para conversar com seus filhos.
- Explique de maneira simples e verdadeira.
- Use linguagem simples e adequada, escolhendo palavras que já façam parte do vocabulário deles.
- Responda as questões à medida que elas forem surgindo. Seja honesto com relação àquilo que você não sabe.
- Procure não distorcer a verdade para evitar perguntas difíceis ou embaraçosas. Se seus filhos fizerem perguntas que você não sabe responder, diga: "Não sei, mas podemos tentar descobrir a resposta juntos".
- Expressar uma atitude de confiança e esperança a respeito da doença e seus tratamentos ajudará a criança a desenvolver essa atitude em si mesma, além de fazê-la sentir-se mais segura e apoiada.
Conversando sobre prevenção com seus familiares
Conversar sobre a prevenção do câncer com os seus familiares pode, na maioria das vezes, ser uma missão difícil. Afinal, como podemos abordar esse assunto com eles? É muito importante que você saiba que o câncer é uma doença causada por uma alteração nos genes, ou seja, essas modificações nos genes provocam uma seqüência de eventos nas células de um órgão que acaba originando o aparecimento de um tumor maligno. Isso não significa, entretanto, que o câncer seja hereditário. Apenas 5% a 10% de todos os casos de câncer são conseqüência de alteração genética hereditária, ou seja, transmissível de pai ou mãe para filho(a).(6)
Os casos de câncer precoce (em pacientes abaixo de 50 anos) merecem uma maior preocupação. Diante dessa situação, é muito importante que o paciente converse com o médico quanto ao risco de se tratar de um câncer hereditário. A orientação e decisão quanto à necessidade de fazer testes genéticos devem ser discutidas em conjunto pelo médico oncologista e/ou por um profissional especializado em aconselhamento genético.
A prevenção, nesses casos, continua sendo os exames de rotina: mamografia, auto-exame, exame clínico, PSA, toque retal e endoscopia, entre outros. O médico poderá orientar a partir de que idade será necessária a realização desses exames.
Publicado em 15/12/2009
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