Asma
Evidência Científica
Asma em crianças
Estima-se que, no mundo, aproximadamente 30% de todos os pacientes com asma tenham menos de 15 anos; e nos Estados Unidos, por exemplo, esta doença crônica ocupa o primeiro lugar entre as causas de hospitalizações de crianças nesta faixa etária. Ao se comparar os adultos com as crianças maiores, as crianças em idade pré-escolar mostram maior aumento da incidência de asma, maior presença de chiados, maior freqüência de consultas e hospitalizações. Quando um dos pais, ou ambos, têm asma, existe uma maior possibilidade de que seu filho sofra da doença. A asma pode se manifestar em qualquer idade, todavia mais que 80% das crianças com asma apresentam os primeiros sintomas antes dos 5 anos.
A administração de medicamentos a qualquer criança pode ser uma tarefa difícil, portanto, devem-se considerar dois aspectos fundamentais:
- Que os medicamentos utilizados sejam indicados para crianças. Quando tratamos de asma infantil, a alternativa terapêutica deve contar com o melhor perfil de segurança e tolerância possível para minimizar efeitos colaterais.
- Que a forma de administração utilizada e a formulação facilitem a adesão ao tratamento
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Asma e o resfriado comum

O resfriado comum e as infecções respiratórias são os desencadeantes mais frequentes de episódios de asma na infância, responsáveis por até 85% das crises de asma pediátrica. O resfriado comum e as infecções respiratórias são os desencadeantes mais frequentes de episódios de asma da infância, responsáveis por até 85% das crises de asma pediátrica.
Quando ocorre uma crise de asma, que chamamos de “exacerbação”, em geral ocorrem dois fatores no paciente com asma: a inflamação das vias aéreas, geralmente de origem alérgica, à qual é preciso somar um episódio de infecção viral que desencadeie a crise ou uma superexposição ao um agente alérgico, ou outros motivos. Estima-se que durante infância entre 80 e 90% de crianças tenham asma razoavelmente estável e que se desestabilizem rapidamente em conseqüência de um resfriado comum. Portanto, na medida em que se evite ou que se inibam as infecções virais, o número de crises pode diminuir perceptivelmente.
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Asma e rinite alérgica
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Estima-se que 80% dos pacientes com asma tenham também rinite alérgica associada |
A rinite alérgica é definida como uma inflamação - induzida por um alérgeno -, das membranas que revestem internamente o nariz. De acordo com o tempo de exposição ao alérgeno, a rinite alérgica é classificada como: perene ou sazonal.
Tanto a rinite alérgica (também conhecida como “febre do feno”) como a asma podem ser desencadeadas por vários entre os mesmos alergênicos (pólen das árvores, gramíneas). E em ambas situações, o aumento da produção de leucotrienos exerce um papel importante no surgimento dos sintomas: no caso da rinite alérgica os sintomas se manifestam no nariz, e na asma, nos brônquios e pulmões. Muitas pessoas com asma têm também rinite alérgica sazonal.
Entretanto, o fato de uma pessoa apresentar rinite sazonal não significa que tenha ou que virá a ter asma.
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Pesquisa "uma via aérea"
Analisar o impacto da rinite alérgica na vida dos pacientes, aumentar o conhecimento entre médicos e pacientes da associação entre a asma e a rinite alérgica, e difundir a rinite alérgica como fator de risco asma foram os objetivos de uma pesquisa intitulada “Uma via aérea” (“One Airway Survey”). A pesquisa foi desenvolvida pela Federação Européia de Alergia e a Associação de Pacientes com Enfermidades nas Vias Aéreas (EFA, em suas iniciais em inglês), e patrocinada pela MSD.
Para a pesquisa, foi entrevistado um total de 1.619 pacientes e pais de crianças tanto com asma quanto com rinite alérgica, dos seguintes países: França, Alemanha, Itália, Reino Unido, China, Singapura, Coréia do Sul e Taiwan. As entrevistas foram feitas por telefone, e pessoalmente em clínicas, hospitais e farmácias. Os sintomas de rinite alérgica considerados na pesquisa foram definidos como: congestão, espirros, prurido no nariz e lacrimejação, prurido e coloração avermelhada nos olhos.
Na pesquisa, 79% dos entrevistados revelou que quando a reação alérgica se desencadeava, os sintomas de asma pioravam; e 56% manifestou também que durante a estação mais propensa à alergia evitavam o ar livre porque ficar em locais abertos piorava os sintomas de asma. Por outro lado, na pesquisa, 73% dos participantes revelaram que haviam apresentado sintomas de rinite alérgica antes do diagnóstico de asma; e quase metade dos participantes com rinite alérgica não sabiam que corriam o risco de desenvolver asma. Muitos dos entrevistados não sabiam que os sintomas de rinite alérgica são um fator de risco para desenvolver a asma.
Quando se avaliou o impacto da rinite alérgica sobre a qualidade de vida, os dados mostraram que: 79% tinham dificuldade para dormir bem durante a noite; 75% indicaram problemas para praticar esportes; 71% informaram ter problemas de concentração no trabalho ou na escola; e 54% manifestaram que a rinite afetava sua capacidade de desfrutar atividades sociais.
Finalmente, os dados que trataram das necessidades dos pacientes com relação a seu tratamento revelaram que: 84% dos entrevistados estavam preocupados com os possíveis efeitos adversos da utilização de esteroides; 72% estavam preocupados por utilizar muitos medicamentos para tratar as duas condições (rinite alérgica e asma); e 60% revelou ter dificuldade para tratar de maneira eficaz ambas as condições ao mesmo tempo; 81% preferia tomar um comprimido ao dia para tratar tanto a alergia como a asma. Entre as razões mais mencionadas para preferir esse tipo de tratamento mencionaram: facilidade de uso, administração de menos medicamentos e a possibilidade de menos efeitos adversos.
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Publicado em 15/12/2009.
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