AIDS/HIV

Sistema imunológico

A linha de frente


O corpo humano é uma fortaleza que está sob constante ataque. Por isso, o sistema imunológico encontra-se em alerta vermelho 24 horas por dia. A maioria das batalhas é travada contra invasores estranhos externos, como bactérias, vírus e parasitas, embora às vezes o sistema imunológico precise proteger o organismo de si mesmo por exemplo para combater as células cancerígenas.


Assim como as paredes de pedra são a primeira linha de defesa da fortaleza, a camada mais externa da pele ajuda a impedir a invasão por elementos estranhos. Os cílios, as lágrimas e os pelos do nariz são outras características estruturais que ajudam a manter o inimigo à distância.

Ao primeiro sinal de invasão por organismos estranhos, o sistema de defesa do organismo entra em ação. As tropas do sistema imunológico são formadas por leucócitos, os glóbulos brancos do sangue.


Em primeiro lugar, os neutrófilos (um tipo de leucócito) recebem um sinal químico que os convoca a entrar em ação. Esses sinais também ajudam os neutrófilos a escapar da corrente sanguínea e dirigir-se ao campo de batalha. Ao chegarem, os neutrófilos aprisionam os invasores e os ingerem por meio de um processo denominado fagocitose. Uma vez ingerido o invasor, ele é destruído por enzimas.


Outro tipo de leucócito, o monócito, é também convocado para o tecido afetado. Quando os monócitos são estimulados, eles aumentam cinco a dez vezes de tamanho e tornam-se macrófagos (do grego "grandes devoradores").


Os macrófagos podem devorar 100 invasores e mesmo assim sobreviver. Os macrófagos também produzem um sinal químico que obriga a medula óssea a produzir mais monócitos e neutrófilos.



Publicado em 15/12/2009

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