Diabetes: tratamento propicia redução significativa da glicemia após dois anos de uso
São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010
Uma análise de dados de dois estudos clínicos sobre o tratamento do diabetes tipo 2 mostra que a sitagliptina propicia redução significativa da glicemia após dois anos de administração isoladamente ou em combinação com a metformina.
A sitagliptina, um inibidor seletivo da enzima dipeptidil peptidase-4 (DPP-4), aumenta a capacidade do organismo de regular os níveis elevados de glicose ao potencializar a ação as incretinas. Esses hormônios disparam o gatilho para o pâncreas produzir mais insulina e sinalizam ao fígado para interromper a produção de glicose. A ação é alcançada pelo bloqueio da enzima DPP-4.
No estudo de monoterapia (tratamento exclusivo com sitagliptina) foram avaliados 147 pacientes com taxas de glicemia entre 7,5% e 10% que não estavam recebendo nenhuma medicação para controlar o diabetes. A glicemia média nos 32 pacientes que completaram dois anos de terapia com a sitagliptina caiu de 8,3% para 6,9%.
Resultado semelhante foi observado no estudo em que a sitagliptina foi avaliada em combinação com a metformina. A pesquisa acompanhou 852 pacientes com taxas de glicemia entre 7% e 10%, que utilizavam apenas metformina (em doses superiores ou iguais a 1500 mg/dia). Após a adição da sitagliptina ao tratamento, a glicemia caiu de 7,7% para 6,9%, nos 347 pacientes que completaram dois anos de tratamento.
“Essa análise mostra que, entre os pacientes com diabetes tipo 2, a sitagliptina reduz substancialmente a glicemia para taxas menores do que 7%, conforme recomenda a diretriz de tratamento da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). A demonstração do perfil de eficácia e segurança de um medicamento é uma consideração relevante no tratamento de doenças crônicas como o diabetes tipo 2. A maioria dos medicamentos apresenta um bom controle da glicemia no início do tratamento, mas com o tempo perde essa capacidade. O fato de a sitagliptina manter a melhora do controle glicêmico persistentemente, pelo período de dois anos, é muito importante”, afirma o Dr. Marcos Tambascia, chefe do Serviço de Diabetes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Diabetes
De acordo com a da Federação Internacional de Diabetes, atualmente, 285 milhões de pessoas sofrem de diabetes, das quais quase 80% vivem em países em desenvolvimento. A cada ano, cerca de 3,8 milhões de adultos morrem de causas relacionadas à doença. A prevalência do diabetes deve alcançar 438 milhões, em 2030, segundo projeções da entidade.
O alastra-se mais rapidamente , da dos é diagnosticada tratada. No Brasil, 46,5% dos detectados, do da . Relatos do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) mostram o é a de de e está as 10 de no Brasil.
Sitagliptina
A sitagliptina, um anti-hiperglicemiante oral, é o primeiro inibidor de DPP-4 aprovado para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. É indicada como adjuvante à dieta e à prática de exercícios para melhorar o controle glicêmico.
As gliptinas representam uma classe de medicamentos orais para o diabetes, inibem a DPP-4 e desse modo potencializam as incretinas. Considerada de no do diabetes 2, a primeira gliptina, denominada sitagliptina, e de DPP-4, foi lançada no mercado 2007 e pode usada isoladamente à metformina.
Enquanto a metformina a à , a sitagliptina a e a de , e ambas reduzem a de . A é neutra em relação ao peso corporal e praticamente não causa hipoglicemia, duas barreiras importantes para o da . disso, as duas , associadas, atuam nos três distúrbios relacionados à doença: deficiência da produção de insulina, resistência à insulina e excessiva de glicose.
Sobre a MSD
A MSD é uma nova empresa farmacêutica global, fruto da fusão – em 2009 – entre duas empresas tradicionais na área de saúde: a Merck Sharp & Dome e a Schering-Plough. A MSD é líder global na área de cuidados com a saúde e conta com uma linha diversificada de medicamentos, vacinas e produtos para a saúde humana e animal. Este portfólio inclui atualmente mais de 15 produtos em fase avançada de pesquisa, em áreas terapêuticas fundamentais, como cardiologia, diabetes, neurologia, infectologia, doenças respiratórias e distúrbios neurológicos.
Além disso, é uma empresa comprometida em ampliar o acesso a seus medicamentos para o maior número de pacientes possível, por meio de programas abrangentes de educação em saúde à população e doação de seus medicamentos às pessoas que deles necessitam.
Conhecida globalmente como MSD (somente nos EUA e Canadá a empresa é denominada Merck) conta atualmente com cerca de 106 mil funcionários e opera em mais de 140 países em todo o mundo. No Brasil, a empresa conta com seis unidades fabris nos estados de São Paulo e Ceará e mais de 2.000 funcionários.
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